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17 de março de 2015

As mais notáveis aves extintas pelo homem moderno!



Aves não-voadoras tem maiores chances de serem extintas. Além das dificuldades na fuga, seus ninhos são feitos no chão, o que facilita a ação dos predadores! Desde os primórdios da humanidade, muitos animais foram extintos, mas algumas espécies de aves que poderiam estar vivas até hoje, não foram extintas há tanto tempo assim!

Uma ave que certamente causaria fascínio nos dias de hoje - e que eu gostaria muito de ver com vida - é a Moa (Dinornis novaezealandiae)! E como não se fascinar com essa gigante emplumada? Existiam 11 espécies de moa, sendo que a Dinornis maximus seria a maior delas. Algumas fontes citam que ela podia chegar a 3,7 metros de altura e 400 quilos de peso! E elas não foram extintas há tanto tempo assim, se considerarmos que na época em que o Brasil foi descoberto pelos portugueses, em 1500, as moas ainda existiam, na Nova Zelândia! Nessa mesma época, vivia Leonardo da Vinci, Martinho Lutero, Luís Vaz de Camões, William Shakespeare e outros nomes que permanecem imortalizados na história da humanidade! As razões para o desaparecimento das moas, estão relacionadas à caça predatória dos povos maoris para o consumo da carne! O consumo insustentável teria levado essas aves à extinção; os maoris comiam as coxas da ave, que acreditavam dar força aos guerreiros, e dispensavam o resto! Provavelmente doenças trazidas por aves migratórias e os efeitos de erupções vulcânicas, também contribuíram para a extinção dessa gigante, que contava com cerca de 170 mil unidades, extintas em menos de 100 anos desde a chegada do homem na Nova Zelândia!


 A Moa foi exterminada pelo povo maori nos anos 1500. Alcançava quase 4 metros de altura.


Acredita-se que uma outra ave, a Águia-de-haast (H. moorei), foi extinta na mesma época, como consequência da extinção das moas! Essas águias nativas da Nova Zelândia, foram uma das maiores aves de rapina já existentes, com uma envergadura de 3 metros de uma ponta da asa à outra, e tinham como principal presa, as moas! Outra de suas presas favoritas, o pato-de-finsch, também foi extinto! A ação humana também pode ter contribuído para a extinção da águia-de-haast, que não a caçava, mas destruia o seu habitat e introduzia novos predadores oriundos de outros habitats! Hoje, a maior águia do mundo é a águia-marinha-de-Steller, que pode chegar a 2,45 metros de envergadura.


              Na foto, um modelo do museu de Te Papa na Nova Zelândia, ataca uma moa.


Outra gigante notável extinta "recentemente" foi a Ave-elefante (Aepyornis maximus), também conhecida como vorompatra! Nativa da ilha de Madagascar, na África, media mais de 3 metros de altura e pesava cerca de 400 kg! Cada ovo dessa ave tinha uma circunferência de mais de 1 metro e até 34 cm de comprimento! Extinta em meados do século 17, nos anos 1600, a ave-elefante provavelmente foi extinta por navegantes europeus que caçavam as aves e seus ovos para servirem de alimento aos tripulantes! Madagascar era ponto de parada no caminho para as Índias! Foi nessa mesma época que viveram figuras importantes como Isaac Newton, Galileu Galilei, Blaise Pascal, Tiradentes, Zumbi dos Palmares e outros. Em comparação à ave-elefante, a maior ave existente hoje é a avestruz, que pode chegar a 2,5 metros de altura e 150 quilos.

 A ave-elefante não era tão mais alta que uma avestruz, mas bem mais 
corpulenta.

Ainda existem alguns ovos da ave-elefante; 160 vezes maiores que o ovo
de uma galinha!


O Arau-gigante ou alca ou pega (Pinguinus impennis, anteriormente Alca impennis), também é uma ave que não poderia deixar de ser citada! Extinta em 1840, essa ave não-voadora, que apesar do nome científico, não tem nenhum parentesco com os pinguins, habitava as ilhas do Atlântico Norte, das costas norte-americanas às costas europeias. Com cerca de 75 cm de comprimento, o arau-gigante era excelente nadador, mas essa não era uma virtude que o safaria das garras do homem! Essa ave era procurada pela carne, pelos ovos e pela pluma. Outro problema para o arau-gigante, foi no auge do entusiasmo com o naturalismo; os ovos e exemplares da ave tornaram-se num item bastante apreciado por colecionadores. Na mesma época viveram Alexander Graham Bell, os Irmãos Lumière, Thomas Edison, Charles Darwin, D. Pedro II e outros.

                        O Arau-gigante foi a última ave não-voadora do hemisfério norte.


E para finalizar a nossa lista de aves notáveis extintas em tempos modernos, nada mais justo do que citarmos a famosa ave Dodô (Raphus cucullatus), extinta nas Ilhas Maurícias no século 17! Predado por marinheiros famintos, seus animais domésticos e espécies invasoras introduzidas em seu habitat, o dodô foi visto pela última vez na natureza em 1662. A extinção do dodô em apenas cerca de um século após seu descobrimento chamou a atenção para o problema previamente desconhecido, da humanidade envolvendo o desaparecimento por completo de diversas espécies. Hoje, essa ave notável "vive" apenas na ficção, como em "Alice no País das Maravilhas"!

                      Dodô exposto no Museu de História Natural, Londres, Inglaterra.


Desde a "descoberta" do Brasil em 1500, mais de 190 espécies de aves foram extintas! Foram várias espécies ou sub-espécies de gigantes não-voadores, de patos, pombos, araras e papagaios, corujas, colibris, pássaros, etc. Trinta por cento de todas as espécies hoje extintas, eram do Havaí. A ilha de Guam também perdeu mais de 60% de suas espécies nativas nos últimos anos, muitas das quais, por causa de uma serpente introduzida na ilha pelo homem, a Boiga irregularis.

Hoje, existem cerca de 10 mil espécies de aves, das quais aproximadamente 1200, estão em risco de extinção!

Fotos: autores desconhecidos/ Fonte: Diversas

27 de janeiro de 2015

Você Sabia? 


Apesar de pesarem cerca de meia tonelada, os ursos-polares adultos, conseguem nadar até 80 km em busca de alimentos, sem parar! (Foto: USGS)


31 de outubro de 2014

Os últimos unicórnios!



Rinocerontes são uma espécie formidável. Com aparência pré-histórica (o rinoceronte existe há mais de 50 milhões de anos), esses animais fascinam a muitos, mas também atraem aqueles que veem nele, apenas um objeto de comércio! 


Existem cinco espécies de rinocerontes no mundo:
  • o rinoceronte-de-java (Ásia);
  • o rinoceronte-de-sumatra (Ásia);
  • o rinoceronte-indiano (Ásia);
  • o rinoceronte-negro (África);
  • e o rinoceronte-branco (África).


Em 2010, a subsespécie de Rinoceronte javanês que habitava o Vietnã (Rhinoceros sondaicus annamiticus), foi considerado extinto! O último indivíduo visto dessa subespécie, foi encontrado morto, vítima de um caçador! Enquanto não mataram o último rinoceronte do Vietnã, não sossegaram, e agora, os vietnamitas pagam pela matança dos rinocerontes africanos! Nos últimos tempos, o Vietnã se converteu no principal mercado para os chifres destes animais. Hoje, vivem cerca de 50 rinocerontes javaneses na própria ilha de Java, na Indonésia. Mas estão em declínio!

Rinoceronte-de-java. Restam cerca de 50.



A espécie Rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis) está extinta na Índia e Bangladesh, e já havia sido considerado extinto na Indonésia, mas em maio desse ano, um indivíduo foi flagrado por uma câmera escondida. Será esse o último do país? São estimados menos de 200 rinocerontes-de-sumatra no mundo selvagem.


Rinoceronte-de-sumatra (ou rinoceronte-peludo). Restam menos de 200.



Na Ásia, a população maior é a do Rinoceronte-indiano (Rhinoceros unicornis), mas mesmo assim, não há muito o que comemorar, já que a sua população está em torno de 2.900 indivíduos apenas!


Rinoceronte-indiano. Restam cerca de 2.900.



Os Rinocerontes-negros (Diceros bicornis) também são considerados uma espécie em risco de extinção e restam cerca de 4.900 na África. Em 2011 a subespécie Rinoceronte-negro-do-oeste ou Ocidental (Diceros bicornis longipes) foi declarada extinta!


Rinoceronte-negro. Restam cerca de 4.900.


A subespécie Rinoceronte-branco do norte (Ceratotherium simum cottoni) também não deve durar muito tempo. No início de 2013, ainda existiam 66 indivíduos da espécie, mas até o final do mesmo ano, 59 foram mortos por caçadores. Em outubro de 2014 morreu mais um e restaram apenas 6 indivíduos, sendo que desses, somente um é 'macho reprodutor'! Esse macho vive na natureza e está sendo para as rinocerontes fêmeas de sua espécie, o que seria o "último homem da Terra" para as mulheres humanas! Mas se ele soubesse disso, com certeza não ficaria feliz (existe outro macho em cativeiro, no zoológico de San Diego, mas já é bem velho)! **ATUALIZAÇÃO: Morre em 14/12/14, o último macho em cativeiro da subespécie, restando agora, apenas cinco indivíduos!**


O Rinoceronte-branco do sul (Ceratotherium simum simum), já teve mais sorte que o seu primo do norte, e graças a políticas de conservação, viu sua população aumentar de menos de 100 animais no fim do século 19, para cerca de 20 mil, atualmente! Mas se você acha que esse número é grande, saiba que apenas em 2013 foram mortos cerca de 950 desses rinocerontes. Se a matança continuar nesse ritmo, estima-se que até 2026, a espécie também será extinta!


 Rinoceronte-branco do sul. Restavam menos de 100. Hoje, são mais de 20 mil! 
Da subespécie do norte, restam apenas 6.

O declínio da população de rinocerontes é atribuído principalmente à caça predatória. Muito valorizados pela medicina tradicional chinesa, os chifres (ou cornos) de um rinoceronte atingem preços altíssimos e, embora o peso varie, apenas um chifre, pode ser vendido por até US$ 150 mil. O valor do quilo chega a custar US$ 65 mil. Seu pó é considerado remédio e afrodisíaco pelos chineses e vietnamitas. 

Para finalizar, o curioso é que o que o chifre de rinoceronte, não passa de uma massa de cabelo aglutinado, composta por queratina, a mesma substância básica que forma as unhas das pessoas. Se os caçadores simplesmente serrassem esses chifres, eles cresceriam de novo e a população dos rinocerontes continuaria crescendo de modo que os próprios caçadores seriam beneficiados com isso (ilegalmente, é claro); mas não, preferem matar até que não reste mais nenhum!!!

Ps.: Os números aqui demonstrados, são todos referentes a 2014!

Fonte: viajeaqui.abril.com.br/ , curiosoblog.com.br/ , envolverde.com.br/  Fotos: Reprodução. 

8 de agosto de 2014

A Introdução de espécies oriundas de outros habitats: um risco à natureza!



Que o ecossistema é perfeito, mas ao mesmo tempo frágil e delicado, todos sabemos! Em cada habitat, tudo e todos funcionam como uma engrenagem! Plantas ou animais, cada um tem a sua função na natureza, mas quando o homem interfere, seja extinguindo espécies, diminuindo os seus números ou destruindo habitats, tudo pode se descontrolar! 

Nessa matéria, iremos falar de outro fator que prejudica (ou não) o ecossistema de uma localidade: a introdução de espécies oriundas de um habitat em outro diferente! E para melhor compreensão, será através de exemplos que iremos analisar o quanto essa prática pode ser prejudicial à natureza de certos ambientes:

Aqui, um exemplo de destruição de habitat: No Brasil, búfalos foram introduzidos como animais de trabalho há mais de 100 anos. Com o passar dos tempos, alguns desses animais passaram a viver em estado selvagem em áreas alagadas da Amazônia, do Pantanal e da ilha do Marajó. Nesses lugares, eles pisoteiam e consomem a vegetação ao longo dos rios causando impactos ambientais evidentes. Por esse motivo, órgãos do governo brasileiro já liberaram a caça aos búfalos por algumas vezes, pois acabam causando desequilíbrio ecológico por terem se reproduzido aos milhares, espantando animais nativos e destruindo o habitat de dezenas de espécies brasileiras!


   Búfalos no Pará, estado com maior rebanho no país. Ali, vivem em estado selvagem e doméstico. 

Aqui, um exemplo de destruição de espécies: Os dodós eram aves não-voadoras que habitavam a Ilha Maurício. Com a chegada dos primeiros colonos à ilha, elas se tornaram fonte de alimentação e passaram a ser caçadas, mas esta não foi a única ameaça que a espécie passou a enfrentar. Com a chegada dos humanos, outras espécies chegaram consigo, como porcos, ratos e macacos, que destruíam os ninhos do dodó e comiam os seus ovos, levando-os à extinção em 1681! Recentemente, foi descoberta uma espécie de árvore da ilha Maurício que estava desaparecendo. Só existiam 13 exemplares em toda a ilha, e tinham mais de 300 anos. Nasceram na época em que os últimos dodós estavam sendo mortos. Descobriu-se que os dodós comiam as sementes da árvore, e só quando as sementes passavam pelo aparelho digestivo dos dodós é que ficavam ativas, podendo crescer. Em 1760, o Solitário-de-rodrigues, um membro não-voador da família das pombas, foi extinta pelos mesmos motivos, também na Ilha Maurício!


 Dodó (ou Dodô) no Museu de História Natural de Londres, Inglaterra. 
Extinto por predadores de outros habitats. (Foto: Reprodução)

Mas não é só a natureza que pode sair prejudicada quando o homem introduz espécies de um habitat em outro. Nos próximos exemplos, veremos que o próprio homem pode ser prejudicado quando age de tal maneira! 

Um exemplo de destruição que prejudica tanto homem quanto natureza: Na Austrália, existem cerca de 750 mil dromedários que vivem soltos em estado selvagem! Importados da Arábia, Índia e Afeganistão no séc. 19 para transporte de carga e trabalho pesado, esses animais perderam a utilidade quando o motor de combustão surgiu e acabaram abandonados! Sem predadores naturais, se multiplicaram e viraram um problema para os fazendeiros com a perda de pastagens e água, além da destruição de suas fazendas! Em 2010, o governo australiano liberou a caça e abate desse animais, mas eles não foram totalmente exterminados!


Dromedários em estado selvagem no outback australiano. (Foto: Reprodução)

E por fim, um exemplo que prejudica o próprio homem: No momento, está sendo noticiada uma nova forma de meningite, que vem se espalhando pelo Brasil há 8 anos! O verme responsável pela doença, é transmitido por crustáceos e moluscos, incluindo o caramujo-gigante-africano. Esse molusco chegou ao Brasil em uma feira agropecuária no Paraná, nos anos 1980. Como a criação com fins comerciais fracassou, foram liberados no meio ambiente e se proliferaram. Outras espécies de caramujos e crustáceos podem transmitir o verme, mas o caramujo gigante africano está em todos os lugares, facilitando o contágio! Como dizia mesmo aquela dança? - "Cada um no seu quadrado!"


O caramujo-gigante-africano é hospedeiro intermediário de um verme que 
causa doenças em humanos. (Foto: Iracy Lea Pecora)

Veja mais exemplos: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esp%C3%A9cie_introduzida

30 de julho de 2014

Sobrevivência: Inteligência ou Instinto?


Há quem imagine que na natureza, os animais sobrevivem apenas pelo instinto! Engana-se! Instinto não é sinônimo de sobrevivência!

Só para citar alguns exemplos, o urso-polar jamais poderia sobreviver na vastidão do polo norte sem os ensinamentos de sua mãe! É a mamãe urso-polar que ensina aos seus filhotes, a caça às focas! E até o "terrível" tubarão-branco que não tem uma mãe que o acompanha, não age ou caça por puro instinto! Se o peixão não aprender a caçar com os próprios erros, ele deverá aprender observando - de uma certa distância - os mais velhos! Caso contrário, morrerá de fome, porque mesmo para esses predadores, a caça não é fácil!


 Quando filhotes, os ursos-polares aprendem várias técnicas de caça e 
sobrevivência com suas mães. (Foto:Michael Dalder/Reuters)



O mesmo se aplica aos elefantes, quando surge a seca, a manada não migra por instinto, o caminho a percorrer é mostrado pela matriarca de geração em geração; e o mesmo vale para os outros migradores! Os pássaros também são um exemplo, não saem voando por puro instinto, são os pais que ensinam os primeiros "passos" no ar!


Elefantes de Mali: as matriarcas lideram os grupos nas 
migrações (Foto: National Geographic/ Paul Nicklen)


E chegando aonde eu queria, gostaria de contar uma situação de que fui testemunha ocular! Gostaria de comentar sobre a inteligência da lesma! É claro que me surpreendi, pois eu nem sabia que lesmas tinham inteligência, mas certa vez, observando uma árvore, me deparei com uma lesma na borda de uma folha, olhando para baixo (os seus olhos ficam na ponta das antenas)! Ela focalizou por alguns segundos, os arbustos abaixo, em volta do tronco da árvore aonde estava, e de repente, aconteceu o inesperado: ela usou a própria gosma, como se fosse uma corda, e começou a esticá-la descendo dependurada! Apenas ao alcançar uma das folhas do arbusto, já em segurança, é que ela arrebentou o fio de gosma, e então, entendi que aquela "lesma-aranha", além de se utilizar da gosma como "ferramenta", esteve lá em cima olhando para baixo, calculando o espaço e a distância entre ela e o arbusto, e por certo, os perigos e dificuldades que poderia encontrar para alcançá-lo!


Lesmas: mais inteligentes do que você imagina! (Foto: Reprodução)


Outro exemplo de que fui testemunha ocular, foi sobre a inteligência do joão-de-barro! Em frente à minha casa, uma joão-de-barro utilizou-se de um poste, daqueles com cavidades, para fazer a sua casinha! Como a cavidade do poste já fornecia o "chão" e as "paredes laterais", o espertalhão só precisou construir a parede da frente e o teto! Inteligente não?! Poupou um trabalhão... ele só não imaginou que alguns moleques passariam por ali e destruiriam a sua casa, que estava numa altura meio baixa! Mas ele não desistiu, e fazendo uso do mesmo poste, construiu uma outra casa, dessa vez, uma tradicional, redonda, bem no topo do poste... e com direito a janelinha nos fundos! =D


João-de-barro, não por acaso, arquiteto! 
(Foto: National Geographic/ Fábio Paschoal)


Enfim, os ensinamentos de pai para filho, de geração para geração, e a inteligência no aprendizado, também contam!

Jefferson Leite

23 de junho de 2014

Zoologia



As imagens de lobos mais divulgadas, são aquelas que mostram esses canídeos vivendo no frio do Canadá ou no território árido dos Estados Unidos, em filmes de faroeste! No entanto, os lobos estão bem mais distribuídos pelo mundo, podendo ser encontrados também na Ásia, África e Europa!


O lobo-cinzento (Canis lupus), o lobo-vermelho (Canis rufus) e o lobo-etíope (Canis simensis) são as únicas três espécies classificadas como lobos. Os demais lobos pertencem a subespécies. 


Na África, o lobo-etíope (Canis simensis), também chamado lobo-abissínio, é um dos mais raros e ameaçados canídeos do mundo, com aproximadamente 500 espécimes. O chacal-egípcio (Canis aureus lupaster), apesar de seu nome popular, é na verdade uma subespécie do lobo-cinzento, e não dos chacais. Muitas vezes, essa espécie é confundida com o chacal-dourado (Canis aureus).


Já o lobo-guará, encontrado na América do Sul (Canis jubatus), leva o nome "lobo" apenas por apelido! E assim como o "guará", outro que também não era lobo, dado como extinto em 1936, é o lobo-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus). Também chamado de tigre-da-tasmânia ou tilacino, essa era uma espécie marsupial!


 Lobo-vermelho (Canis rufus), nativo da América do Norte. 
Existem cerca de 250 desses animais, 1/5 em cativeiro.


Lobo-etíope (Canis simensis), cerca de 500 exemplares!

Lobo-cinzento (Canis lupus)


E falando em Lobos, não deixem de assistir ao vídeo "Como Lobos Mudam Rios" e seja testemunha da importância de cada espécie em seu habitat natural, presa ou predador!

28 de maio de 2014

Você Sabia? 



Que as girafas não possuem cordas vocais? No entanto, às vezes é possível ouvir elas emitindo algum som, como um "MU" por exemplo! (Foto: Autor Desconhecido)